Custar, custa sempre. Que mania que vocês têm de dizer que não custa. Que faz parte da vida, que são homens fortes e por isso não sofrem. Tretas! Às vezes, gostava de ser uma mosquinha para poder ver-vos a chorar de vez em quando... E sentir-me feliz! Não por vos desejar mal, mau era, mas por saber-vos na mesma fragilidade que nós. Por saber que, se naquele momento soprásse um vento forte, iria ver-vos cair desamparados, tal e qual como nós. Somos feitos do mesmo, não há cá diferenças nas misturas de pozinhos mágicos inventados à nascença de cada um de nós. Tu és igual a mim, e eu sou igual a ti! Tratemo-nos assim, talvez não fosse mau experimentar...
segunda-feira, 17 de março de 2008
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1 comentário:
Custa. De facto custa. E acredita que não fazem ideia do quanto nos custa. Somos orgulhosos, já to disse. Como tal, nenhum de nós vai ceder, e mostrar o lado que tanto fazemos por esconder. Sentimos sim, e acresce a esse sentir, o não o demonstrar. Consegues imaginar? Acumulamos sentimentos que podem ser pesados, e conseguimos faze-lo durante muiiito tempo... chorar, de facto choramos pouco, não sei se por força da sociedade em que fomos criados, se por força de sermos homens e ser algo genético. De facto, a vontade de chorar não abunda, mas existe, só que quando surge, é segregada para os reconditos da nossa alma. Temos a "arte" de não demonstrar muito os nossos sentimentos, o que nos torna estúpidos no que toca a vocês, no entanto, são a nossa defesa natural. São quase que um reflexo condicionado. Desligamo-nos facilmente do mundo que nos rodeia, para sair com os amigos, praticar desporto, etc, tudo formas de distrair a mente daquilo em que deveriamos estar verdadeiramente a pensar.
Seria divertido um dia tratarmo-nos como iguais que somos. Da mesma matéria prima, para cinzas iguais...
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