O Amor, como já ouvi num filme, é de facto um lugar estranho. Transporta-nos para uma outra dimensão, em que o mundo que nos rodeia passa a uma pequena e frágil bolha de oxigénio, sem a qual corremos o risco de definhar.
Sabendo isto, ou algo semelhante, acho estranho que de parte a parte não tenhamos mais cuidado com aquilo que fazemos ou dizemos. Essa pequena bolha de oxigénio rapidamente rebenta dando origem a um gigantesco vazio no nosso coração. E quando digo nosso, digo de ambas as partes. Cada vez é mais dificil definirmos os limites de uma relação, bem como aquilo que cada um está disposto a conceder. Superado esse pequeno grande obstáculo que talvez se chame sinceridade, a relação poderá passar por muitos altos e baixos, mas resistirá sempre.
A experiência mais recente que tive, foi talvez a que mais me ensinou, porque para variar um pouco, decidi ser um pouco egoista, e descobri que o mundo se apresenta de outra forma. É importante sabermos aquilo que estamos dispostos a abdicar e que queremos dar, e definitivamente eu descobri que não estou disposto a abdicar anos de vida de felicidade e a dar mais do que já dei. Não foi uma decisão fácil, porque por vezes pequenos momentos compensam por muitos dos restantes maus, mas um dia inevitavelmente acabariam os pequenos momentos, e eu teria deitado fora a minha juventude. Não só a do B.I., mas em especial a mental. Ainda tenho demasiado para dar, demasiado para sentir, para me agarrar a algo que sei que não vai passar de uma recordação.
Questões como a quantificação do quanto amamos uma pessoa põe-se nestas alturas, mas roçam o riduculo, pois isso não é sequer mensurável. Quando se gosta, podemos quantificar, agora quando amamos, é de corpo e alma. E descobrir um dia, que não é correspondido? Trememos de corpo e alma, e o nosso mundo desaba. Ansiamos que uma enorme onda nos leve para uma terra longe e isolada de qualquer contacto humano, para podermos restituir uma nova direcção, uma nova razão à nossa vida. Porquê? Temo que seja a natureza humana...
E assim se vai fazendo a nossa penosa, mas gratificante caminhada na terra.
Dizes tu?
terça-feira, 25 de março de 2008
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1 comentário:
Desaba! Mas quanto pior é catástrofe, melhor é a reconstrução. Eu falo por mim. Digo-o eu, a ti. Tudo o que vivi foi ao seu limite. Dei tudo ao que gostava e por aquilo que gostava. Vivo tudo intensamente. E sei que para voltar ao meu estado "zen" tenho de tentar tudo... Eu tentei sempre tudo, nunca fiquei pela metade das coisas que queria. Se não deu, é porque não dava. Não era suposto. Não ía ser mais feliz por aí. E agora digo: é melhor assim! Até agora foi sempre melhor assim. Olha pra ti. Pensa: tentáste tudo? Sim. Foste aos limites das tuas capacidade e ultrapassáste-os? Sim. Se um dia ter perguntarem sobre isso vais-te sentir confortável em falar? Penso que sim, porque dei tudo o que tinha e não tinha para dar. Isto ajuda-te... Lembra-te que a bolha de oxigénio pode ser feita de qualquer material, e só se não for feito do mesmo material que tu é que pode ser destruída =)
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